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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

« DILMA ROUSSEFF é PRESIDENTA do BRASIL LAICO »










Dilma manda tirar Bíblia 

e crucifixo 

do 

gabinete

PBAGORA 10/01/2011 00h01


Em sua primeira semana no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (foto) mandou tirar do seu gabinete a Bíblia e o crucifixo, o que, talvez, tenha sido a primeira vez que isso ali ocorre. 

Esse gesto pode ter várias interpretações, entre as quais a sinalização de que ela não aceitará em seu governo a ingerência de religiões e religiosos. O que não houve em sua campanha eleitoral, quando teve de se aproximar de líderes evangélicos e católicos para tentar convencê-los de que não vai se empenhar para a legalização do aborto.

Durante o vale-tudo da campanha, evangélicos acusaram Dilma de ser ateia, o que ela nunca admitiu. Mas certeza mudou o seu senso de religiosidade, ao menos de boca para fora, para não perder parte dos votos que herdou do Lula.

Em 2007, em entrevista à Folha de S.Paulo, ela afirmou ter ficado “durante muito tempo meio descrente”. Em abril de 2010, já em campanha, lembrou ter sido criada no catolicismo e que acreditava em uma força superior. “Estudei em colégio de freira. Sou católica.”

Em um dos seus discursos de posse, Dilma reafirmou o compromisso com a liberdade religiosa, o que seria desnecessário dizer, porque está previsto na Constituição.

A rigor, independente da crença ou descrença de Dilma, a Bíblia, o crucifixo e demais símbolos religiosos deveriam ser retirados não só do gabinete presidencial, mas de todas as repartições públicas, porque o Estado é laico.

Também está na Constituição.

sábado, 1 de janeiro de 2011

« DILMA ROUSSEFF... A GUERRILHEIRA na ORDEM e PROGRESSO »

 Presidente do Brasil a partir de hoje
DILMA ROUSSEFF 
nasceu em 14 de Dezembro de 1947


O PODER AQUI  É  NO FEMININO



Toma posse neste sábado, dia primeiro de Janeiro de 2011, a presidente eleita Dilma Roussef. E o que devemos esperar dela?

Como todo governante, o objectivo maior é fazer o país crescer sem que tenha pressões inflaccionárias. E melhorar a renda de seus cidadãos. Embora se tenha inveja do crescimento chinês (na casa dos dois dígitos), parece haver consenso que manter crescimento de uns 5% ao ano é um limite máximo para que a inflação fique ao redor de 4,5% ao ano. Com estes resultados, espera-se que o desemprego continue regredindo para algo como 4% da população economicamente activa, que seria uma condição de pleno emprego.

Uma das metas principais será a erradicação da pobreza extrema, o que significa incorporar à sociedade 18 milhões de pessoas que ainda vivem nesta situação de miséria. Segundo dados recentes, o governo Lula teria resgatado 28 milhões de pessoas nestas condições durante seus 8 anos de mandato, além de alçar 36 milhões de pessoas à condição de classe média. Concomitantemente, deverá haver um esforço para diminuir ainda mais as desigualdades regionais, com ênfase na população do nordeste.

Um factor interessante vem ocorrendo na demografia brasileira. As mulheres tem tido cada vez menos filhos, e a população economicamente activa deverá crescer pela incorporação dos nascidos nas duas décadas anteriores. Mesmo com o envelhecimento da população, mais pessoas entrarão na idade de trabalhar do que as que se aposentarão. Isto somado a menos crianças que demandarão suporte de bens públicos (educação, principalmente), até 2020 o factor “previdência” não será tão pressionado. Permanecem, no entanto, objectivos prioritários para os investimentos públicos, como os da melhoria da qualidade da educação (o Brasil ainda está em posição vexatória neste quesito), assim como a maior reivindicação da população, que é a melhoria do setor de saúde, este atrelado a investimentos em saneamento básico.

Grandes investimentos serão feitos no Rio de Janeiro, com a realização da Copa do Mundo de Futebol (2014) e Olimpíada (2016). Espera-se que a iniciativa privada tenha grande importância nestas acções, para evitar que o Estado se endivide ainda mais que os níveis actuais.

Será fundamental atrair investimentos externos, e minimizar o descompasso em que se encontra o actual câmbio para o incentivo das exportações.

Dilma parece mais técnica que Lula, mas obviamente está longe de ter seu carisma. E estão todos curiosos para acompanhar o comportamento de Lula fora do governo, já que ele foi o responsável pela eleição da primeira mulher para presidente do Brasil.

Vamos torcer todos a favor, pois só temos a ganhar com isto, inclusive as gerações seguintes.





In blogue:  «Passeando pelo cotidiano».