sábado, 18 de dezembro de 2010
« Mr. FELT... UM POLÍCIA [F.B.I.] INCORRUPTÍVEL ! »
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
« RECLUSOS CHILENOS "SOTERRADOS" ao "AR LIVRE!" ... »
Dias antes, a 26 de Junho, respondendo a alusões do candidato presidencial da Concertación [N. do T.: Trata-se da coligação Concertación de Partidos por la Democracia], a respeito do processo por fraude contra o Banco de Talca e à multa por uso de informação privilegiada no caso da LAN Chile [N. do T.: Transportadora Aérea Nacional do Chile], Piñera retorquiu:
Os documentos secretos do arquivo da sede local da CIA [Conf. os media] demonstram que, como é habitual nele, Sebastián Piñera está a faltar à verdade.
A respeito da primeira das suas afirmações, os documentos colocados a público pela imprensa e para conhecimento dos cidadãos, mostram não apenas que Piñera pertence à rede mais próxima de Pinochet, mas também denunciam, ou melhor, confirmam a relação directa entre essa afinidade e a origem da sua fortuna.
Se para a primeira se aplica o ditado “ave de mala ralea es la que emporca su propio nido” [N. Do T.: «a ave de má rês é a que suja o próprio ninho»], a segunda censura-lhe o morder a mão que lhe deu de comer.
No que respeita à resposta de Piñera a Frei, tão pouco é certo que o Supremo Tribunal tenha decretado a sua inocência. O que na verdade aconteceu é que uma secção desse tribunal acolheu um recurso de amparo [N. do T.: Trata-se de um mecanismo que permite aos cidadãos recorrer directamente para o Tribunal Constitucional quando está em causa uma violação grave dos seus direitos fundamentais] e por essa via interrompeu a investigação sobre a participação de Piñera.
Pensando um pouco sobre as ilustres personagens deste último parágrafo, esperemos não haver a desagradável possibilidade de os "Ficheiros" desenvolvidos pela WikiLeaks deitarem algum 'fumo' da sua chaminé.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
« O AMOR [de Pessoa] QUANDO SE REVELA »
não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,
se pudesse ouvir o olhar,
e se um olhar lhe bastasse
pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
quem quer dizer quanto sente
fica sem alma nem fala,
fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
o que não lhe ouso contar,
já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar...
- Fernando Pessoa -
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
« ANA MARIA MATUTE ganhou o PRÉMIO CERVANTES »
.
La ministra de Cultura, Ángeles González-Sinde, ha sido la encargada de anunciar el nombre de la ganadora del Premio Cervantes, el más prestigioso de las letras en lengua española.
Ana María Matute tiene 85 años y no 84 como dicen buena parte de sus biografías. "Nací en 1925", dijo recientemente a este diario. El Premio Cervantes reconoce su obra, 12 novelas y varios volúmenes de cuentos, ahora reunidos en La puerta de
Es el premio que le faltaba. Los ha tenido casi todos, dos nacionales de Literatura Infantil; el Nacional de las Letras (2007); el Nacional de Literatura y el de
"Nací cuando mis padres ya no se querían". Es la primera frase de su última novela, Paraíso inhabitado, quizá la más autobiográfica de sus obras. Esta historia, como Olvidado Rey Gudú, Aranmanoth,La torre vigía, Los soldados lloran de noche,
Fallado por primera vez en 1976 -se lo llevó Jorge Guillén- el Premio Cervantes solo contaba con dos mujeres en su palmarés: la pensadora malagueña María Zambrano (1988) y la poeta cubana Dulce María Loynaz (1992). Cada año se recuerda esa cifra y cada dos, cuando toca español, se recuerda el nombre de Ana María Matute, tal vez la única persona del parnaso literario nacional que ha dicho abiertamente que le gustaría ganar el premio.
La tendencia de los últimos fallos apuntaba al menos a que le había llegado el turno a su generación, la de los años 50, la de los niños de
VÍDEO COM [legítimas] REACÇÕES DE JÚBILO DA ESCRITORA:
.
- Adaptação de fonte na língua de origem
para ter melhor sabor.
- Fotos in:
- Vídeo YouTube
domingo, 21 de novembro de 2010
« 63 ANOS de CASAMENTO da RAINHA ISABEL »
Quando o Big Ben deu as 11 e meia, a princesa Isabel de Inglaterra chegou à porta ocidental da Abadia de Westminster - onde milhares de pessoas aguardaram a chegada do cortejo - numa pontualidade absolutamente britânica.Foi sob as majestosas abóbadas de Westminster, em Londres, na presença de reis e de príncipes de toda a Europa, que se celebrou no dia 20 de Novembro de 1947, o casamento da princesa Isabel, herdeira da Coroa de Inglaterra.
.

As flores atapetavam o percurso, desde a Abadia até Buckingham Palace e a multidão, deslumbrando-se, com o minuto supremo que lhes permitia ver os noivos, já casados, no coche nupcial, a caminho da felicidade, como que lhe lançava a sua benção. E Isabel e Filipe, emocionados, agradeciam...
Os eventuais leitores que tiverem a paciência de aturar este 'post', poderão, no filme do YouTube, observar pormenores a posteriori, aqui não descritos.
.
Não fosse o povo julgar estar a viver um episódio sonhado de fantasia de estórias de encantar, a Certidão de casamento esteve patente ao público na Abadia, sábado, domingo e segunda-feira, desde as 10 e 30 da manhã até às 6 horas da tarde. Depois do texto do registo, à esquerda, em cima, exibem-se as assinaturas dos noivos, da Rainha e do Rei.cima, exibem-se as assinaturas dos noivos, da Rainha e do Rei.
.
Os príncipes, já casados, passaram no coche nupcial a caminho de Buckingham... e da felicidade(...)
.
A multidão londrina, para gozar este momento delicioso, comprimiu-se ao longo do Mall e arrostou com o frio e a humidade, passando a noita na rua.
.
Mas o povo gostou, aguentando-se a pé firme, durante longas horas... e anos... até à actualidade, arrostando com o sustento desta família que se preparava para aumentar a despesa do Estado com os descendentes, que só têm dado dores de cabeça aos pais... e, aos, chamados, súbditos (...)
.
A LOVE STORY - Rainha Isabel & Príncipe Filipe
.
.
- 1ª Foto in: Capa do Século Ilustrado de 29/11/1947
- Adaptação parcial de textos
da mesma Revista.
- 2ª Foto in: powerpoint recebido por e-mail
Vídeo: YouTube
domingo, 14 de novembro de 2010
« "DURA LEX SED LEX"... É LATIM FORA de PRAZO... »

.
José de Oliveira e Costa, Ex-Presidente do BPN (antigo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - de Cavaco Silva)
Dias Loureiro, Ex-Administrador Executivo do BPN
(Ex-Ministro da Administração Interna e Ex-Conselheiro de Estado - de Cavaco Silva)
Professor Cavaco Silva, actual Presidente da República Portuguesa
.

Não deixa de ser irónico ver os mesmos políticos que ainda há um mês, pelo centenário do 5 de Outubro [comemoração da implantação da República], entoavam loas à ética republicana excomungarem agora com o labéu populista a «ameaça» de Passos Coelho de tornar os decisores políticos responsáveis civil e criminalmente pelas consequências dos seus actos.
O mais curioso é que essa responsabilidade já está consagrada na Constituição (artigo 117º.) e foi, seis dias depois da aprovação da lei fundamental, prevista também na lei de bases das empresas públicas, da autoria de Salgado Zenha (Decreto-Lei 260/76, e 8 de Abril).
Apesar disso, pelo menos um ministro e dois dirigentes do partido do governo correram a enfiar a carapuça e só faltou acusarem Passos Coelho de um crime de lesa-democracia. Afinal, o que tem de tão «ameaçadora» a proposta do líder da oposição? Só isto: a possibilidade de responsabilizar pelo prejuízo que provocou à bolsa dos contribuintes o titular do cargo político que tomou a decisão de adjudicar, por exemplo, uma obra por um determinado preço... e que acabou por 'derrapar' para o dobro ou para o triplo.
Mas Passos Coelho que se cuide: pôs-se a atirar pedras quando o seu partido [PSD - Partido Social Democrata] tem telhados de vidro. Têm todos! Basta lembrar o que aconteceu àqueles que, desde a morte de Salgado Zenha, mais se fizeram ouvir a favor da responsabilização dos políticos e da transparência dos seus actos, como o social-democrata Fernando Nogueira ou o socialista João Cravinho. Ficaram a falar sozinhos e foram neutralizados num instante, em exílios dourados.
.
Se a «ameaça» obrigar os decisores a serem mais zelosos no cumprimento das suas obrigações - então é bem-vinda.
.
Pode até contribuir para melhorar a imagem da classe política, que tanto preocupou o Presidente da República no recente debate do Orçamento Geral do Estado.
.
.
(In Revista NS' do DN de 2010.11.13
por João Ferreira - Imagens: Net)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
«A IGREJA em PORTUGAL... e o ESTADO EM QUE TUDO ESTÁ! »
O ESTADO E A IGREJA EM PORTUGAL NO INÍCIO DO SÉCULO XX(A Lei da Separação de 1911)
.
+
.
Editora Principia
Autoria de: João Seabra
Tema: Ciências Sociais e Humanas
.
..
Numa abrangente visão sobre as relações entre o Estado e a Igreja, seus antecedentes e consequentes, o Padre João Seabra presenteia-nos com um trabalho erudito e sério, pleno de pormenores, sobre a época e as personagens que fizeram a nossa História, nomeadamente no dealbar do século XIX e princípio do século XX.
.
Consequência da sua tese de Doutoramento apresentada na Pontífica Universidade Urbaniana, o autor conduz-nos a uma análise profunda e completa da Lei da Separação do Estado e das Igrejas, promulgada em 20 de Abril de 1911.
.
É sem dúvida uma obra de forte cariz pedagógico, formativo e indispensável à compreensão da História, pois contribui para um conhecimento mais completo, claro e abrangente de todo um período que, por vicissitudes inerentes, ainda se mantém envolto em preconceitos políticos.
.
Investigação minuciosa e profunda com um estilo polémico e pleno de humor; nela perpassa um constante apelo ao reconhecimento duma verdade, por vezes, ignorada, escondida ou maltratada, sobre a questão religiosa da Primeira República.
.
A essência deste trabalho manifesta-nos uma realidade, em que os verdadeiros precursores da separação da Igreja e do Estado não foram Afonso Costa e o movimento republicano mas sim o Episcopado e o Clero de Portugal, pela posição que assumiram de independência e não sujeição da Igreja à ingerência do Estado.
.
Este livro é, sem dúvida, uma revolução na tese que apresenta, surgindo num momento oportuno e não deixando de ser actual na medida em que, face às circunstâncias presentes, também nos urge uma nova e reforçada militância na reposição das verdades que não pactuam com ideologias laicas - à revelia do Povo que se manifesta em sentido contrário -, demagógicas, acaloradas e de carácter persecutório dos valores que sustentam o Trabalho, a Família e a Pátria.
.
Esta trilogia nada tem a ver com os chavões do passado negativo que já se viveu em Portugal, e talvez sejam os ingredientes da massa que há-de cozer o pão que Portugal precisa para se alimentar.
.
Por mais que se queira enfiar a cabeça no chão para não ver, o povo é crente; e será crime tentar edificar muros que lhe tolham a liberdade religiosa com preconceitos políticos!
.
O Trabalho que andam a sonegar - com o desemprego desenfreado -, com manifestos prejuízos da estabilidade da Família, e a destruição do ideal da Pátria... há-de fazer correr rios de sangue de muitos inocentes!... Mas podem os responsáveis ter a certeza, que neles se afogarão.
.











