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domingo, 8 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
« CENSURA: A VOZ do DONO de (QUASE) TODOS os JORNALISTAS! »
Portugal (e não só) vive saturado de (des)informação e não há nada que lhe valha. E não há porque aos fazedores de informação, outrora chamavam-se jornalistas, (sejam, ou não, amigos do José ou do Joaquim) restam duas opções: serem domados e manter o emprego, ou o inverso.
É claro que, no meio desta enorme teia de corrupção, há lugares para todos, mas sobretudo para os invertebrados, quase todos amigos do José e do Joaquim. Do primeiro para agradar ao soba, do segundo para não perderem o emprego.
Com a hipocrisia típica e atávica que caracteriza os donos da verdade em Portugal, até vemos os josés e os joaquins do reino a recordar, comovidos, os jornalistas assassinados, mutilados, detidos, despedidos e por aí fora por exercerem, em consciência, a liberdade de expressão à qual, em teoria, têm direito.
Aliás, já se começaram a ver muitos dos josés e dos joaquins que amordaçam os jornalistas, a ir para a ribalta com a bandeira da liberdade de expressão, forma mais ou menos eficaz de ninguém reparar na sua face oculta e na sua apologia pelo calor da noite.
Durante muitos anos o principal barómetro da liberdade de Imprensa era o número de jornalistas mortos no cumprimento do dever, hoje junta-se-lhe uma outra variante para a qual Portugal deu, dá e dará, um notório e inédito contributo: os despedimentos. Isto, é claro, para além de haver um outro instrumento de medição que se chama corrupção.
Até já estamos a ver alguns dos algozes da liberdade de expressão (desde os donos dos jornalistas aos donos dos donos dos jornalistas) citar o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.
Há cinco anos, o então secretário-geral da ONU defendeu uma tese que se tornou suicida no caso português. Kofi Annan disse que os jornalistas “deveriam ser agentes da mudança”.
Eles tentaram, o que aliás sempre fizerem, mudar a sociedade para melhor. Acontece que o seu conceito de sociedade melhor não é igual ao dos donos dos jornalistas nem ao dos donos dos donos dos jornalistas.
E a resposta não se fez esperar: Jornalista só é bom se hoje for amigo do José e do Joaquim, e amanhã – talvez – do Pedro. O Joaquim mantém-se.
Nos últimos seis anos, por exemplo, pelo menos 181 jornalistas que não eram amigos do José nem do Joaquim e que trabalhavam nas redacções do Porto de vários órgãos de comunicação social perderam o emprego, 54 dos quais no despedimento colectivo, inédito na Imprensa portuguesa, levado a cabo pelo grupo Controlinveste (JN, DN, 24 Horas e “O Jogo”).
Pois é. Mas quem os mandou ser Jornalistas? Os que quiseram ser tapetes do poder continuam, por enquanto, a ter emprego...
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( in: Blogue " ALTO HAMA " - Imagens: Net )
terça-feira, 26 de abril de 2011
« NAVEGAR (...) E MUSICAR ... É PRECISO ! »
« SAILING » de ROD STEWART
ROD STEWART / SAILING
Sailing
I am sailing, I am sailing
Home again across the sea.
I am sailing, stormy waters
To be near you, to be free
I am flying, I am flying,
Like a bird across the sky
I am flying, passing high clouds
To be near you, to be free
Can you hear me? Can you hear me?
Through the dark night, far away
I am dying, forever crying
To be with you, who can say?
Can you hear me? Can you hear me?
Through the dark night, far away.
I am dying, forever crying,
To be near you, who can say?
We are sailing, we are sailing,
Home again across the sea.
We are sailing stormy waters,
To be near you, to be free.
Oh Lord, to be near you, to be free.
Oh Lord, to be near you, to be free,
Oh Lord.
[ t r a d u ç ã o ]
Navegando
Eu estou navegando, estou navegado
De volta para casa, através do mar.
Estou navegando sobre águas tempestuosas,
Para estar perto de você, para ser livre.
Eu estou voando, estou voando
Como um pássaro, através do céu.
Estou voando, passando por nuvens altas,
Para estar perto de você, para ser livre
Você consegue me ouvir? Você consegue me ouvir?
Através da noite escura, muito distante.
Eu estou morrendo, sempre chorando,
Para estar com você, quem pode dizer?
Você consegue me ouvir? Você consegue me ouvir?
Através da noite escura, muito distante.
Eu estou morrendo, sempre chorando,
Para estar com você, quem pode dizer?
Nós estamos navegando, estamos navegando
De volta para casa, através do mar.
Estamos navegando sobre águas tempestuosas,
Para estar com você, para ser livre.
Oh, Senhor, para estar perto de você, para ser livre.
Oh, Senhor, para estar perto de você, para ser livre.
Oh, Senhor...
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ROD STEWART
sábado, 2 de abril de 2011
« STING: TROVADOR dos DIREITOS HUMANOS e da FLORESTA »
STING
Gordon Mattew Thomas Summer,conhecido por todo o mundo como STING, nasceu a 2 de Outubro de 1951. É um músico inglês, cantor e compositor, e, a partir de determinada altura, ativista, ator e filantropo.
Antes de começar a sua carreira a solo, foi o principal compositor, cantor e baixista do grupo de rock The Police. Enquanto esteve com o grupo, Sting escreveu o tema Driven to Tears, uma forte acusação à apatia com que quase todo o planeta encarava a fome no mundo, e que viria a anteceder o seu trabalho no projeto de Bob Geldof (ambos Cavaleiros do Império Britânico) Feed the World. Sting cantou o icónico Do They Know It's Christmas?, um single de grande êxito do supergrupo criado por Geldof, Band Aid, que viria a resultar no gigantesco concerto Live Aid, em Julho de 1985, e em que Sting também participou.
O primeiro envolvimento de Sting com as causas dos direitos humanos aconteceu em Serembro de 1981, quando foi convidado pelo produtor Martin Lewis para participar na quarta gala da Amnistia Internacional - com o nome de The Secret Policeman's Other Ball -, seguindo o exemplo que fora dado no espetáculo de 1979 por Pete Townshend, do grupo "The Who".
Sting interpretou duas das suas composições do tempo dos "The Police", Roxanne e Message in a Bottle.
Sting também levou um inesperado supergrupo de outros músicos - The Secret Police - a atuar no programa, e em que incluíam vultos como Eric Clapton, Jeff Beck, Phil Collins, Donovan, Bob Geldof e Midge Ure, no grande final do espetáculo, e que cantaram um arranjo do próprio Sting, com um sotaque de reggae, do tema de Bob Dylan I Shall Be Releasede.
Foi a primeira vez que Sting trabalhou com Geldof, Collins e Ure, mas esta foi uma associação que se viria a desenvolver ainda mais no Band Aid de 1984 e no Live Aid do ano seguinte.
Em 1986, Sting reuniu-se aos "The Police" no Giants Stadium, no espetáculo de encerramento levado a cabo pela Amnistia nos Estados Unidos, e que recebeu o nome de Conspitacy of Hope, uma tournée mundial durante a qual Sting se reuniu a diversos grupos rock e artistas pop.
Em finais de 1986, o cantor e compositor tornou-se amigo do ativista Quentin Crisp, a quem a canção Englishman in New York [em cima reproduzida num vídeo YouTube] é dedicada.
Um ponto alto nas suas muitas contribuições para as causas dos direitos humanos surgiu em 1988, quando se reuniu a um grupo de outros grandes músicos para nova tournée mundial, que celebrava o 40º aniversário da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Nessa mesmo ano, lançou o single They Dance Alone, a crónica do desespero das mães, mulheres e filhas dos «desaparecidos», os oponentes políticos do regime mortos pelo governo de Pinochet no Chile. Impossibilitadas de dar voz pública do seu desgosto ao governo pelos seus «desaparecidos» e com medo de se tornarem, também elas, «desaparecidas», as mulheres do Chile colavam as fotos dos seus familiares na roupa e dançavam, numa raiva silenciosa contra o governo, em locais públicos.
Mais tarde, Sting interpretaria a canção ao vivo no Chile e na Argentina, dançando em palco com algumas dessas mulheres,
Disse, depois, que tinha sido um dos momentos mais comoventes da sua vida [o vídeo em cima apresentado permitirá avaliar esses momentos].
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Com a sua mulher, Trudie Styler, e Raoni Metuktire, um Chefe índio kayapó, do Brasil, Sting criou o «Rainforest Foundation Fund» para ajudar a salvar as florestas tropicais e proteger os direitos dos povos indígenas que as habitam.
Sting e Raoni Metuktire
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Amazónia - o pulmão do Mundo
Sting... nunca deixa de ser músico, mesmo nas alturas em que o movem as causas dos Direitos Humanos ou as Florestas Tropicais
Sting recebeu o prémio Peace Abbey Courage of Conscience em Sherborn, no Massachussets, a 30 de Junho de 2000, pela contribuição como cantor, compositor e produtor de documentários, pelo seu empenho para com o ambiente, através da criação da Fundação Floresta Tropical, e pelos direitos humanos na China, através de um documentário sobre a Praça de Tianamen.
Em 2005, Sting teve a sua participaação no concerto Live 8, o seguimento do Live Aid de 1985. Dois anos depois, Sting voltou a reunir-se com os seus companheiros dos "The Police" para o Live Earth Concert, no Giants Stadium, em East Rutherford, New Jersey.
Já em 2010, Sting contribuiu com a canção Driven to Tears para o espetáculo televisivo Hope for Haiti Now, e, a 25 de Abril, atuou no National Mall de Washington, durante o 40º aniversário do Dia da Terra.
Sting usou o seu site oficial para chamar a atenção para outra causa de direitos humanos no Irão, ao referir
«I am a Neda», um movimento que pretende levar à justiça o assassino de Neda Agha-Soltan, uma mulher que foi morta enquanto participava num protesto pacífico nas ruas de Teerão.
Em tempo... STING disse: « A minha vida dava um filme ». Para já, dá gigantescas lições de civilidade e de humanismo (...)
Vídeos: Youtube
Fotos: in Net
Texto realizado com a consulta
de inúmeras revistas sobre música,
e de trechos de natureza humanitária.
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STING
sexta-feira, 25 de março de 2011
« YESTERDAY - UMA CANÇÃO PARA MUITAS VOZES »
"YESTERDAY" é uma canção gravada originalmente pelos Beatles em 1965 para o álbum "Help".
De acordo com o "Guinness World Records", livro que reúne recordes mundiais, é a música que mais recebeu versões do que qualquer outra já escrita, tendo mais de 1.600 versões.
Embora seja creditada a Lennnon e McCartney, a canção foi escrita exclusivamente por Paul McCartney.
Entre os inúmeros intérpretes de "Yesterday", pode citar-se The Mamas and the Papas, Joan Baez, Michael Bolton, Frank Sinatra, Elvis Presley, Ray Charles, Marvin Gaye, Plácido Domingo, Boyz II Men e até Elis Regina (em inglês).
As primeira versão é a dos próprios Beatles, apresentada por ocasião do lançamento da canção (1965), quando os Beatles alcançavam uma unanimidade quase total, principalmente junto ao público jovem.
Vídeo da Canção "Yesterday", cantada por Paul McCartney
Vários conjuntos e orquestras sinfónicas incorporaram "Yesterday" no seu repertório, como esta belíssima versão - em baixo apresentada - interpretada por "Mantovani Orchestra".
A Orquestra Mantovani interpretando "Yesterday"
Foto: in Net
Vídeos: YouTube
Fonte: Blog Passeando pelo cotidiano
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The Beatles
sexta-feira, 11 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
« VIEIRA da SILVA e o - XXV de Abril de 1974 ( A Poesia Está Na Rua ) »
AUTO-RETRATO de VIEIRA da SILVA
Maria Helena Vieira da Silva
PINTORA
(1908 - 1992)
Mostramos aqui, um exemplo de uma obra de uma pintora do Século XX acertada com o seu tempo, de uma importância fulcral na História do abstracionismo internacional, Maria Helena Vieira da Silva.
Esta obra, "XXV de Abril de 1974 (A Poesia está na rua)" celebra os acontecimentos de 1974, a restituição da liberdade, depois de quase cinquenta anos de ditadura. Ditadura que foi fatal para a vida cultural e artística do país, tendo-o atrasado e fomentado o gosto conservador que prolongou as poéticas passadistas, evitando a modernidade.
Maria Helena Vieira da Silva sofreu na pele a marca da ditadura do Estado Novo, ao ser-lhe negada a nacionalidade portuguesa durante a Segunda Guerra Mundial, uma vez que casara com o pintor húngaro Arpad Szènes.
A obra de Vieira da Silva é profundamente original e desafia alguns tabus da própria pintura abstrata, impondo um espaço de grelhas, criando atmosferas de luz reverberante em que se sente a memória dos azulejos de Lisboa, onde a pintora passou a infância.
XXV de ABRIL de 1974 ( A Poesia está na Rua )
>o<
Quando lhe foi pedida uma pintura para o 25 de Abril de 1974, Vieira da Silva optou por homenagear as gentes que saíram à rua gritando pelos ideais em que acreditavam.
A poesia tomou de assalto as ruas de Lisboa.
Esta é, portanto, uma imagem que homenageia a capacidade de mobilização e a cidadania.
A poesia tomou de assalto as ruas de Lisboa.
Esta é, portanto, uma imagem que homenageia a capacidade de mobilização e a cidadania.
>o<
Neste quadro, Vieira da Silva representa o povo que desfila na rua, clara alusão à festa dos cravos que ocorreu espontaneamente no 25 de Abril.
Eterna emigrante em França, Maria Helena Vieira da Silva foi protetora de toda uma geração de artistas que estagiaram em França.
Foi uma grande senhora da pintura portuguesa, mal tratada pelo país de origem, mas celebrada nos meios internacionais, onde o seu enorme talento foi reconhecido e a sua arte deu frutos, influenciando pintores de várias gerações.
VIEIRA da SILVA
já no Outono
da sua vida
O autor do blogue teve o privilégio de conhecer pessoalmente Vieira da Silva, porque foi colaborador de um empresário que, à sua morte, detinha em Portugal a maior coleção de obras da pintora.
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