segunda-feira, 6 de setembro de 2010

« TRIBUNAL EUROPEU PROÍBE CRUCIFIXOS NAS ESCOLAS »


AULAS SEM CRUZES ...

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Itália multada


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A decisão do Tribunal Europeu decorre da queixa de Soile Lautsi, que, em 2002, considerou a presença de um crucifixo na sala de aula do filho contrária aos princípios com que pretendia educá-lo. Depois de apresentar um protesto formal, a direcção da escola decidiu manter o símbolo. Quando o governo do país considerou a decisão "natural" - por ser um símbolo da única igreja citada na constituição italiana -, Lautsi levou o caso ao Tribunal Constitucional (que afirmou não ter jurisdição sobre o assunto) e depois ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. Reconhecida legitimidade à queixa, o estado italiano foi condenado a pagar uma indemnização de 5 mil euros à mãe do rapaz. Embora reconhecendo que a exibição do crucifixo "pode ser encorajadora para os alunos religiosos", os juízes consideraram que pode também ser "incómoda" para os fiéis de outras religiões ou para os ateus.

À excepção dos dois partidos comunistas do país, a Itália já rejeitou a condenação, com a ministra da Educação, Mariastella Gelmini, a defender que "a presença de crucifixos nas aulas é um símbolo da tradição" do país. "A decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos está impregnada de ideologia", afirmou.


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... ou a cruz das aulas...?



+O+

A Itália foi condenada pelo Tribunal Europeu de Justiça por ainda ousar ter crucifixos nas salas de aula, considerando-os susceptíveis de perturbarem "as crianças de outros credos".
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Esta decisão, curiosamente, indignou fortemente as autoridades italianas que a classificaram de absurda, vergonhosa e pagã, pelo que o próprio Governo pretende recorrer da sentença.
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A ministra da educação reconhece no crucifixo um símbolo da herança cultural, cujas tradições têm percorrido e permanecido ao longo dos séculos.
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Será que a Corte Europeia dos Direitos Humanos ignora o papel essencial do cristianismo na formação da identidade europeia dos dois últimos milénios da nossa História?
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Numa época em que se luta desesperadamente pela saída do abismo e do vazio espiritual em que alguns pensadores lançaram a Europa, nada mais inadequado do que extinguir e banir a única referência que deu corpo a um conceito de dignidade, numa abrangência de respeito, afecto, igualdade e amor que faz deste continente um espaço privilegiado de saber, razão, fé e tolerância.
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Toda a História da Igreja faz parte integrante do contexto geral, cultural e político em que a humanidade viveu cada época ao longo do seu peregrinar na Terra, através dos tempos, rumo a um fim sem tempo, porque infinitamente sobrenatural.
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Renegá-lo é ignorar ou fazer apagar a memória do todo que ele reflecte, representa e do qual se constrói a origem e a essência da nossa identidade geográfica.
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« Mais uma vez, o Senhor... foi condenado... »
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O drama do repúdio do Salvador não é novo, sempre as concepções políticas modernistas de todas as épocas na História que flui, não estiveram à altura de compreender a mensagem dos que ousam superar-se e transcender a barreira do quotidiano limitado, caduco e imperfeito.
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A dimensão dos valores éticos e políticos burilada pelo religioso colide e ameaça os homens, cuja mentalidade não vai além do simples preconceito, ficando muito aquém da abertura a níveis superiores de entendimento que supera os liames fechados em que sonham reinar.
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Com ou sem cruzes a Igreja de Cristo existirá até ao fim dos tempos e as salas de aula, sob um inóspito clima de ausência de valores, reflexo do que prolifera nas sociedades ditas modernas, estão condenadas a um Inferno ao vivo.
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Talvez as abóboras do Halloween ou, quiçá, a planta da cannabis corresponda melhor ao espectro de uma sala de aula onde toda e qualquer hipótese de ensinar é sobejamente abafada, ameaçada, para não dizer crucificada.
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Aulas sem cruzes seriam salas com condições, alunos educados e estimulados para aprender e, de preferência, com a felicidade de terem pais que lhes tenham ensinado a diferença entre sala de aula e recreio, entre Escola e Estádio de Futebol e que também lhes tenham transmitido o valor da honestidade do trabalho, o amor ao saber, o respeito por si próprio, pelos outros e por toda a Humanidade em geral.





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Dois milénios de História p/o caixote do lixo

+o+o+ [ SEM + PALAVRAS ] +o+o+

3 comentários:

Luisa disse...

Uma sala de aula deve estar isenta de qualquer símbolo religioso. Só assim se respeita o próximo.

Bjs

J.José disse...

Olá César!

Tomei a liberdade de "reblogar" este seu artigo em nosso blog. Esperamos que não tenha objeções, caso contrário, entre em contato conosco.

http://novaseboas.blogspot.com

Um grande abraço

Tais Luso disse...

Olá, César, a imposição de qualquer ideia, crença ou o que quer que seja impede a liberdade, a Democracia. Por que as salas de aula podem ostentar um símbolo de uma religião e não o de outra? Nada contra o Cristianismo, apenas a favor da escolha de religião. Aliás, como tudo o mais.

Beijo
Tais Luso